Fundamentos

A base teórica que sustenta as Mini Cadeiras.

Necessidades emocionais básicas, esquemas, estilos e modos de enfrentamento na Terapia do Esquema e na Terapia do Esquema Contextual.

Necessidades emocionais básicas

As cinco necessidades emocionais básicas segundo Jeffrey Young (2008) — base dos esquemas iniciais.

  • Conexão
  • Autonomia
  • Limites com afeto
  • Validação da expressão emocional
  • Prazer e espontaneidade

Como seres humanos temos várias necessidades emocionais básicas. Esse é um princípio que norteia muitas abordagens dentro da Psicologia. Na terapia do Esquema, Jeffrey Young (2008) a partir desse princípio define que as necessidades emocionais básicas que não foram atendidas durante a infância são guardadas na memória e fazem parte da composição do modelo inicial de si  mesma. Esta memória de falta emocional também norteia a referência do mundo ao seu redor e em torno desta falta podem se formar os esquemas disfuncionais ou desadaptativos. O suprimento ou a frustração das necessidades emocionais básicas conduz a formação de esquemas iniciais para se adaptar aos contextos vivenciados, sendo estes esquemas adaptativos ou desadaptativos.

Esquemas e estilos de enfrentamento

Esquemas se formam a partir do que a criança sentiu, internalizou e guardou — e o estilo de enfrentamento é como respondemos a eles.

  • Resignação
  • Evitação
  • Compensação

Os esquemas desadaptativos se formam a partir das emoções, crenças e memórias diante da frustração das necessidades emocionais básicas.  Os esquemas e os estilo de enfrentamento foram as soluções encontradas diante dos contextos vividos e  de acordo com o temperamento individual para manejar as situações e faltas emocionais que ocorreram na infância com a finalidade gerir nosso orçamento corporal. O cérebro como um bom gerenciador do orçamento de energia do corpo, economiza energia: escaneia o ambiente, junta sinais do presente com as memórias do passado para prever o que vai acontecer na sequência (Barrett, 2018).  Assim os esquemas e estilos de enfrentamento foram as melhores soluções possíveis no contexto do passado — automatizadas pelo cérebro que trabalha fazendo previsões para gerenciar a energia do seu corpo. O que já foi adaptativo pode tornar-se desadaptativo com o crescimento e as mudanças de contexto, pois outras oportunidades aparecem e muitas necessidades emocionais continuam precisando ser atendidas.

Modos esquemáticos 

Os modos são as maneiras como os esquemas aparecem depois de serem modificados pelo estilo de enfrentamento. Eles são estados passageiros que os esquemas causam em nós. Na terapia do esquema temos 14 modos esquemáticos, segundo o inventário de modos esquemáticos (SMI-1):

  • Criança Vulnerável
  • Criança Zangada
  • Criança Curiosa
  • Criança Impulsiva
  • Criança Indisciplinada
  • Criança Feliz
  • Capitulador Complacente
  • Protetor Desligado
  • Auto Aliviador Desligado
  • Auto Engrandecedor
  • Provocativo e Ataque
  • Crítico Punitivo
  • Crítico Exigente
  • Adulto Saudável

Segundo o inventário de modos esquemáticos (SMI-1) descrevem-se 14 modos — estados que os esquemas causam em nós quando ativados.

Os 4 grupos de Modos da Terapia do Esquema Contextual

Na Terapia do Esquema Contextual, os 14 modos são agrupados em quatro grandes famílias.

  • Modos Criança
  • Modos de Enfrentamento Desadaptativos
  • Modos Críticos
  • Modo Adulto Saudável

Essa organização simplifica a leitura clínica e orienta a escolha das Mini Cadeiras a serem colocadas em cena para o paciente.

Polos: Apego × Assertividade

Roediger et al (2025) trazem a perspectiva que resume três necessidades emocionais básicas citadas por Ryan e Deci (2017) em dois polos de orientação.

  • Apego (conexão / relação) — representado em azul na TE Contextual
  • Assertividade (autonomia / competência / controle) — representado em vermelho na TE Contextual

Segundo a Terapia do Esquema Contextual esses polos fazem parte da complexa organização humana que inclui o sistema nervoso autônomo numa relação inversa e complementar entre si. Eles representam necessidades entre as quais avançamos e recuamos em movimentos constantes e mais suaves do que categóricos em si mesmas. Esses polos são como "duas pernas" emocionais que podem fazer um bom equilíbrio entre si.  As cores das Mini Cadeiras foram definidas a partir dessa perspectiva.

Objetivos da Terapia do Esquema

Dessa forma a Terapia do Esquema busca:

  • Auxiliar nossos pacientes a entenderem seus vários funcionamentos: aqueles que são funcionais e os que não são mais agora
  • Reconhecer as necessidades emocionais básicas que não estão sendo atendidas
  • Encontrar formas saudáveis de suprir essas necessidades emocionais básicas não atendidas, fortalecendo o lado saudável de cada paciente

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